quinta-feira, 30 de julho de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
"As 5 Portas da Leitura: Promoção do Livro e da Leitura"
No dia 9 de Junho concretizou-se o Jantar Queirosiano, última actividade do Projecto "As 5 Portas da Leitura: Promoção do Livro e da Leitura". Foi espectacular!... Foi um encerramento do primeiro ano de desenvolvimento do Projecto que, para sempre, ficará na memória de todos aqueles que nele participaram, pais/encarregados de educação, alunos, professores e outros membros da comunidade senense.
E como se tratava do terminus de uma etapa, apresentámos um texto de reflexão de todo o trabalho desenvolvido e que aqui publicamos.
“A leitura é um bem essencial.”
“A leitura proporciona-nos viagens no tempo e no espaço; permite-nos sonhar outras vidas, outras culturas, outros mundos.”
“Sonhar, inventar, mentir e criar são palavras intrinsecamente ligadas à leitura. O sonho resulta de todos os estímulos que são oferecidos pela leitura; a invenção é a resposta inteligente que advém depois de ouvirmos um bom contador/leitor; a mentira é acreditar que o sonho se concretiza; a criação é a característica humana que nos lembra que existe uma criança dentro de nós.”
“Ler é um prazer que deve ser cultivado.”
Nada melhor do que iniciar a nossa reflexão com algumas frases soltas que constam da introdução deste nosso projecto “As 5 Portas da Leitura…”
No início deste ano lectivo, perante a ambiciosa proposta das professoras, encarámos este desafio com alguma desconfiança, talvez até um pouco por preguiça, pois adivinhava-se, desde logo, um projecto bastante trabalhoso, onde tínhamos que concentrar grande parte dos nossos esforços... Mas com o tempo fomo-nos habituando e adaptando a todas as novidades que este projecto nos proporcionaria ao longo do ano... é como diz o poeta “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”!
Foi assim mesmo que aconteceu connosco: no início, achámos que era algo que só nos ia trazer mais trabalho, que nos ia roubar tempo... Mas não foi isso que aconteceu... Porque ao longo do ano, constatámos que este era um projecto que iria fazer de nós pessoas mais ricas, mais cultas e mais participativas na dinamização do mundo escolar... No entanto, o mais cativante foi poder viajar e recriar os ambientes de todas as obras e autores que íamos estudando...
Foi mágico poder sonhar com os peixes e os sermões, foi fantástica a mentira envolvente em Frei Luís de Sousa, foi fascinante inventar o nosso interior através da poesia de Cesário Verde e é com a criação deste jantar queirosiano d´”Os Maias” que um longo ano vai culminar… Um ano cheio das mais diversas actividades desde palestras, visionamento de filmes enquadrados na temática do projecto, situações dramáticas, debates, etc., muitas das quais tiveram lugar de destaque no blogue da nossa turma, 11.ºD, cujo endereço é http://leiturasereflexoes2.blogspot.com/ e no blogue da professora Manuela Silva, http://novosnavegantes.blogs.sapo.pt/, que vos convidamos desde já a visitar.
Mas todos estes momentos, que nos fizeram sonhar, mentir, criar e inventar, só foram possíveis graças a algumas pessoas que se empenharam simpaticamente em algumas actividades do projecto... A saber:
A professora Conceição Saraiva pela preciosa ajuda nas palestras da contextualização histórica das obras que estudámos;
“A leitura proporciona-nos viagens no tempo e no espaço; permite-nos sonhar outras vidas, outras culturas, outros mundos.”
“Sonhar, inventar, mentir e criar são palavras intrinsecamente ligadas à leitura. O sonho resulta de todos os estímulos que são oferecidos pela leitura; a invenção é a resposta inteligente que advém depois de ouvirmos um bom contador/leitor; a mentira é acreditar que o sonho se concretiza; a criação é a característica humana que nos lembra que existe uma criança dentro de nós.”
“Ler é um prazer que deve ser cultivado.”
Nada melhor do que iniciar a nossa reflexão com algumas frases soltas que constam da introdução deste nosso projecto “As 5 Portas da Leitura…”
No início deste ano lectivo, perante a ambiciosa proposta das professoras, encarámos este desafio com alguma desconfiança, talvez até um pouco por preguiça, pois adivinhava-se, desde logo, um projecto bastante trabalhoso, onde tínhamos que concentrar grande parte dos nossos esforços... Mas com o tempo fomo-nos habituando e adaptando a todas as novidades que este projecto nos proporcionaria ao longo do ano... é como diz o poeta “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”!
Foi assim mesmo que aconteceu connosco: no início, achámos que era algo que só nos ia trazer mais trabalho, que nos ia roubar tempo... Mas não foi isso que aconteceu... Porque ao longo do ano, constatámos que este era um projecto que iria fazer de nós pessoas mais ricas, mais cultas e mais participativas na dinamização do mundo escolar... No entanto, o mais cativante foi poder viajar e recriar os ambientes de todas as obras e autores que íamos estudando...
Foi mágico poder sonhar com os peixes e os sermões, foi fantástica a mentira envolvente em Frei Luís de Sousa, foi fascinante inventar o nosso interior através da poesia de Cesário Verde e é com a criação deste jantar queirosiano d´”Os Maias” que um longo ano vai culminar… Um ano cheio das mais diversas actividades desde palestras, visionamento de filmes enquadrados na temática do projecto, situações dramáticas, debates, etc., muitas das quais tiveram lugar de destaque no blogue da nossa turma, 11.ºD, cujo endereço é http://leiturasereflexoes2.blogspot.com/ e no blogue da professora Manuela Silva, http://novosnavegantes.blogs.sapo.pt/, que vos convidamos desde já a visitar.
Mas todos estes momentos, que nos fizeram sonhar, mentir, criar e inventar, só foram possíveis graças a algumas pessoas que se empenharam simpaticamente em algumas actividades do projecto... A saber:
A professora Conceição Saraiva pela preciosa ajuda nas palestras da contextualização histórica das obras que estudámos;
A professora Cândida Perpétua por ter ajudado na compreensão da famosa educação inglesa;
As professoras de Geografia Mª dos Anjos Poeira e Lúcia Leitão pela palestra dicotomia Cidade/Campo, uma das temáticas da poesia de Cesário Verde;
A professora de Educação Física Teresa Pereira por ter ao longo deste 3º período ensaiado a turma do 11º A, para hoje brilhar com uma dança da época;
A todos os dinamizadores externos à escola que nas mais variadas temáticas enriqueceram este projecto com os seus sábios conhecimentos;
A Companhia Casa dos Afectos que nos presenteou com representações do “Sermão de Santo António aos Peixes” e da obra “Frei Luís de Sousa”;
Todos os Encarregados de Educação que nos acompanharam no dia-a-dia durante a realização deste projecto, especialmente aqueles que mais directamente participaram nele, concretamente o fotógrafo João Soares e a pintora Tânia Antimonova pela recheada palestra observação /captação do real;
A Cheila Cruz que aceitou o nosso convite para cantar no jantar;
O Professor Luís Pinto, pela ajuda nas questões informáticas;
A Biblioteca Municipal, por colaborar sempre nas actividades relacionadas com o projecto;
A Escola Dr. Guilherme Correia de Carvalho, por se mostrar sempre disponível para nos ajudar;
O Dr. Fernando, por nos ter ajudado a tornar esta noite ainda mais brilhante;
E porque os últimos são sempre os primeiros, as docentes envolvidas no projecto: Elisa Branquinho, Rosa Isabel Martins, Ana Macedo e, muito especialmente, a professora Manuela Silva que, muitas vezes, foi o “motor” de inovação e criatividade deste projecto, partilhando sempre as suas ideias e dinamizando de forma muito entusiástica este grupo de trabalho, tornando, assim, este projecto vencedor da Candidatura de Mérito 2009, atribuída pela Rede de Bibliotecas Escolares, e viabilizando a continuação do mesmo para o próximo ano lectivo...
Um muito obrigada a todos os mencionados e a todos aqueles que, de alguma forma, contribuíram para a realização deste projecto.
Fazendo um balanço deste projecto que nos acompanhou durante este ano, e não querendo ser repetitivas, dizemos que foi para nós bastante positivo e enriquecedor, pois proporcionou-nos a aquisição de todos os conteúdos obrigatórios do programa de Português do 11º ano, mas de uma forma muito mais descontraída e marcante... Sabemos que as coisas só ganham sentido quando realmente nos esforçamos para as concretizar e é por isso que este jantar é uma grande vitória para todos os envolvidos e, sem dúvida, a melhor forma de finalizar este ano lectivo. Esperamos (e conhecendo a nossa professora de Português, Manuela Silva, é quase uma certeza) que este tipo de projectos continue a ser desenvolvido e a fomentar nos alunos o gosto pela leitura e a certeza de que esta é uma actividade dinâmica, que mexe com todos os nossos sentidos e nos ajuda a crescer como pessoas.
Que a leitura se torne para cada um de nós um hobby prazeroso que nos permite sonhar, criar, mentir, inventar e despolete, em nós, novos e diferentes sentimentos. Que a leitura seja, para todos, mais do que um simples passatempo, mas uma busca por novos mundos. Que cada obra seja uma aventura, uma história para ver, ouvir, cheirar, tactear, saborear, enfim, sentir.
Um grande bem-haja a todos pela vossa presença aqui hoje e principalmente, às professoras Elisa Branquinho, Rosa Isabel Martins, Ana Macedo e Manuela Silva, por nos proporcionarem esta memorável experiência!
Cátia Soares & Ana Morais
sábado, 30 de maio de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
"O Jardim Encantado" de Sarah Addinson Allen

“As mulheres Waverley têm um segredo… Para elas, é uma maldição; para os vizinhos é apenas algo fora do comum; nós apenas lhe chamamos de magia.”
A obra, “O Jardim Encantado”, de Sarah Addinson Allen, apresenta-se como uma fascinante história de amor que combina a culinária com a magia.
Num jardim escondido por trás de uma sossegada casa no mais recôndito lugar, existe uma macieira e os rumores rodeiam e dão conta que esta árvore dá um tipo especial de fruto. Neste maravilhoso romance, a autora conta a história dessa árvore encantada e das admiráveis pessoas que dela cuidam…
As mulheres da família Waverley são herdeiras de um legado mágico.
O jardim, conhecido pela sua macieira, produz frutos proféticos e que quem comer um fruto desta árvore consegue ver o seu futuro (o maior acontecimento das suas vidas); se, por acaso, o acontecimento for bom, as pessoas ficam felizes e esperam até acontecer; se for o contrário, as pessoas ficam loucas, acabando por fugir do seu próprio destino para que a tragédia não suceda.
Ao redor desta macieira, crescem flores comestíveis, imbuídas de poderes especiais que afectam quem quer que as comam.
Claire Waverley, protagonista, proprietária de uma empresa de catering (empresa de distribuição de comida e doces confeccionados) prepara pratos com as suas plantas místicas e quem as ingere é afectado, quer positiva, quer negativamente. No entanto, a sua idosa prima Evanelle é conhecida por oferecer presentes às pessoas, cuja importância mais tarde é descoberta. São elas os últimos membros da família Waverley, com a excepção da rebelde irmã de Claire, Sydney, que fugiu da cidade há muitos anos.
Quando Sydney regressa, imprevisivelmente, à pequena cidade de Bascom com uma filha pequena, a pacífica vida de Claire sofre uma grande mudança. Juntas, mais uma vez, têm que sarar as feridas do passado que Claire e Sydney deixaram por resolver.
Agradeço à professora Manuela Silva que me aconselhou este livro fantástico, o qual me ajudou a perceber certos assuntos que eu, à partida, sabia, mas não de forma tão aprofunda.
Um livro de poucas páginas, mas com uma grande imaginação e sobretudo místico.
A autora tem o poder de transformar plantas em simples produtos comestíveis com propriedades mágicas.
A linguagem é simples, subjectiva, escrita na primeira pessoa e fácil de perceber o que a autora pretende transmitir.
Gostei muito de ler este livro, porque reflecti sobre vários temas, como, o amor não é impossível.
Este livro é uma lição de vida. É daqueles livros que vai ficar na memória, não apenas por o amor vencer tudo, mas também por simbolizar e fazer-me acreditar que este sentimento é constante e não se perde com o passar do tempo, que nos mantém vivos, despertos para a vida e para os outros.
A moral do livro é bastante simples, não podemos saber o futuro quer este seja bom ou mau, porque se não estaríamos dependentes do acontecimento que víssemos e isso afectaria qualquer pessoa e não viveríamos a vida como devia ser.
A frase que mais me cativou foi: “Quando estamos felizes por nós mesmos, esse júbilo preenche-nos. Quando estamos felizes pelos outros, extravasa de nós”. Na minha opinião, esta frase faz qualquer pessoa reflectir no quão importante é estarmos bem connosco, mas sobretudo zelar pela felicidade dos outros. Não conseguimos sentir a felicidade dos outros, mas podemos compartilhá-la, e é nisso que muitas pessoas falham constantemente, porque são ambíguas e querem senti-la em vez de partilhá-la.
Aconselho a todas as pessoas interessadas a leitura deste romance repleto de histórias mágicas e, sobretudo, saboroso pelas suas típicas comidas com flores comestíveis.
E para terminar, faço esta simples pergunta: será que algum dia saberemos qual será o nosso maior acontecimento?
A obra, “O Jardim Encantado”, de Sarah Addinson Allen, apresenta-se como uma fascinante história de amor que combina a culinária com a magia.
Num jardim escondido por trás de uma sossegada casa no mais recôndito lugar, existe uma macieira e os rumores rodeiam e dão conta que esta árvore dá um tipo especial de fruto. Neste maravilhoso romance, a autora conta a história dessa árvore encantada e das admiráveis pessoas que dela cuidam…
As mulheres da família Waverley são herdeiras de um legado mágico.
O jardim, conhecido pela sua macieira, produz frutos proféticos e que quem comer um fruto desta árvore consegue ver o seu futuro (o maior acontecimento das suas vidas); se, por acaso, o acontecimento for bom, as pessoas ficam felizes e esperam até acontecer; se for o contrário, as pessoas ficam loucas, acabando por fugir do seu próprio destino para que a tragédia não suceda.
Ao redor desta macieira, crescem flores comestíveis, imbuídas de poderes especiais que afectam quem quer que as comam.
Claire Waverley, protagonista, proprietária de uma empresa de catering (empresa de distribuição de comida e doces confeccionados) prepara pratos com as suas plantas místicas e quem as ingere é afectado, quer positiva, quer negativamente. No entanto, a sua idosa prima Evanelle é conhecida por oferecer presentes às pessoas, cuja importância mais tarde é descoberta. São elas os últimos membros da família Waverley, com a excepção da rebelde irmã de Claire, Sydney, que fugiu da cidade há muitos anos.
Quando Sydney regressa, imprevisivelmente, à pequena cidade de Bascom com uma filha pequena, a pacífica vida de Claire sofre uma grande mudança. Juntas, mais uma vez, têm que sarar as feridas do passado que Claire e Sydney deixaram por resolver.
Agradeço à professora Manuela Silva que me aconselhou este livro fantástico, o qual me ajudou a perceber certos assuntos que eu, à partida, sabia, mas não de forma tão aprofunda.
Um livro de poucas páginas, mas com uma grande imaginação e sobretudo místico.
A autora tem o poder de transformar plantas em simples produtos comestíveis com propriedades mágicas.
A linguagem é simples, subjectiva, escrita na primeira pessoa e fácil de perceber o que a autora pretende transmitir.
Gostei muito de ler este livro, porque reflecti sobre vários temas, como, o amor não é impossível.
Este livro é uma lição de vida. É daqueles livros que vai ficar na memória, não apenas por o amor vencer tudo, mas também por simbolizar e fazer-me acreditar que este sentimento é constante e não se perde com o passar do tempo, que nos mantém vivos, despertos para a vida e para os outros.
A moral do livro é bastante simples, não podemos saber o futuro quer este seja bom ou mau, porque se não estaríamos dependentes do acontecimento que víssemos e isso afectaria qualquer pessoa e não viveríamos a vida como devia ser.
A frase que mais me cativou foi: “Quando estamos felizes por nós mesmos, esse júbilo preenche-nos. Quando estamos felizes pelos outros, extravasa de nós”. Na minha opinião, esta frase faz qualquer pessoa reflectir no quão importante é estarmos bem connosco, mas sobretudo zelar pela felicidade dos outros. Não conseguimos sentir a felicidade dos outros, mas podemos compartilhá-la, e é nisso que muitas pessoas falham constantemente, porque são ambíguas e querem senti-la em vez de partilhá-la.
Aconselho a todas as pessoas interessadas a leitura deste romance repleto de histórias mágicas e, sobretudo, saboroso pelas suas típicas comidas com flores comestíveis.
E para terminar, faço esta simples pergunta: será que algum dia saberemos qual será o nosso maior acontecimento?
João Garcia
"Visto do Céu" de Alice Sebold
A obra “Visto do céu”, título original “The lovely Bones”, de Alice Sebold, gira em torno do espírito de Susie Salmon que foi violada e assassinada, levando algum tempo até se desprender da vida terrena, complementada por relatos da sua passada e “nova” vida.
Procurava, na biblioteca escolar, um livro para ler, um livro que fosse especial, que me suscitasse interesse, que fosse de encontro àquilo que sentia na altura…quando, de repente, me deparei com o título “Visto do Céu” no meio de tantos na estante. Peguei nele de imediato. Deu-me a sensação de ter lido o livro naquele instante, no primeiro contacto com o seu título. Não precisei de procurar mais, requisitei-o logo.
A obra é um romance de fácil leitura, muito objectiva e compreensiva, com uma tradução muito bem-feita pelo tradutor Ribeiro da Fonseca. Não se pode dizer que é uma obra muito “movimentada”, é até um pouco parada, narrada na primeira pessoa, relatando experiências passadas e presentes da personagem, sentimentos, o quotidiano das outras personagens, tal como eu gosto! Pois só gosto de um grupo muito restrito de livros, filmes ou séries televisivas em que haja muita acção.
Na altura em que requisitei e comecei a ler o “Visto do céu”, andava numa fase em que me surgiam questões que todos já tivemos alguma vez na vida: “Como seria se eu morresse? Como reagiriam as pessoas de quem eu gosto? Será que há vida depois da morte? Como será depois de morrer? Será que a minha morte iria ser indiferente para aqueles que dizem que me amam ou sentiriam a minha falta?”, enfim… questões que todos nós colocamos a nós próprios em qualquer momento da nossa vida. Por coincidência ou não, este livro foi como que um exemplo de resposta às minhas questões, a experiência de alguém na primeira pessoa, pois, a personagem principal é o espírito, como já referi, de Susie, violada e assassinada por um violador e que, depois de morta, relata a forma como morreu, como é a vida dela depois da morte, como reagiram aqueles que ela mais amava à sua morte, as suas experiências, desejos como um espírito…
Eu acredito convictamente que há vida após a morte! Pois, se não houvesse, a nossa existência terrena não faria qualquer sentido. Seria algo muito limitado nascer - crescer – morrer e parou por aí… Não… Eu penso que nós somos mais que isso, que não estamos aqui, na Terra, apenas por estar, mas sim, porque nascemos por algum motivo, para fazer alguma coisa, para alguém… Há quem chame destino, há quem chame missões terrenas, mas nenhum de nós está aqui por estar, embora, por vezes, pareça que sim. Não é à toa que somos todos diferentes, cada um de nós tem um lugarzinho, uma motivação, um sentimento, mal ou bem marcamos a diferença. Eu acredito que a alma é imortal e única, que é o espírito que comanda o nosso corpo físico e não o contrário e, sim, acredito que estamos rodeados de espíritos que já morreram. Ninguém tem a certeza de nada, é certo. Mas esta é daquelas certezas que tenho porque se sentem, com todos os sentidos e que, no fundo, todos sentem, mas ignoram. Porque é impossível não sentir, uns mais outros menos. Para mim, a vida terrena não é mais que uma simples passagem de muitas passagens que ainda teremos de seguir, por isso se diz que a devemos aproveitar e que a vida é só dois dias…
Esta obra, para mim, exprime algo muito real e mais vulgar que o vulgar e, em suma, fica esta passagem que me despertou um interesse especial e, para mim, é a passagem mais importante de toda a obra:
“ Vi a minha família beber champanhe e pensei na vida deles em relação à minha morte, e depois percebi, quando o Samuel tomou a ousada iniciativa de beijar a Lindsey numa sala cheia de pessoas de família, que finalmente se libertavam dela.
Aqueles eram os fascinantes ossos que tinham crescido em volta da minha ausência: as ligações – umas vezes ténues, outras conseguidas a grande custo, mas muitas vezes magníficas – estabelecidas depois da minha partida. E comecei a ver as coisas de uma maneira que me permitiu encarar o mundo sem mim. Os acontecimentos provocados pela minha morte não passavam dos ossos de um corpo que se tornaria completo numa ocasião imprevisível no futuro. O preço do que eu acabei por considerar esse corpo miraculoso fora a minha vida.” págs.: 256/7
Procurava, na biblioteca escolar, um livro para ler, um livro que fosse especial, que me suscitasse interesse, que fosse de encontro àquilo que sentia na altura…quando, de repente, me deparei com o título “Visto do Céu” no meio de tantos na estante. Peguei nele de imediato. Deu-me a sensação de ter lido o livro naquele instante, no primeiro contacto com o seu título. Não precisei de procurar mais, requisitei-o logo.
A obra é um romance de fácil leitura, muito objectiva e compreensiva, com uma tradução muito bem-feita pelo tradutor Ribeiro da Fonseca. Não se pode dizer que é uma obra muito “movimentada”, é até um pouco parada, narrada na primeira pessoa, relatando experiências passadas e presentes da personagem, sentimentos, o quotidiano das outras personagens, tal como eu gosto! Pois só gosto de um grupo muito restrito de livros, filmes ou séries televisivas em que haja muita acção.
Na altura em que requisitei e comecei a ler o “Visto do céu”, andava numa fase em que me surgiam questões que todos já tivemos alguma vez na vida: “Como seria se eu morresse? Como reagiriam as pessoas de quem eu gosto? Será que há vida depois da morte? Como será depois de morrer? Será que a minha morte iria ser indiferente para aqueles que dizem que me amam ou sentiriam a minha falta?”, enfim… questões que todos nós colocamos a nós próprios em qualquer momento da nossa vida. Por coincidência ou não, este livro foi como que um exemplo de resposta às minhas questões, a experiência de alguém na primeira pessoa, pois, a personagem principal é o espírito, como já referi, de Susie, violada e assassinada por um violador e que, depois de morta, relata a forma como morreu, como é a vida dela depois da morte, como reagiram aqueles que ela mais amava à sua morte, as suas experiências, desejos como um espírito…
Eu acredito convictamente que há vida após a morte! Pois, se não houvesse, a nossa existência terrena não faria qualquer sentido. Seria algo muito limitado nascer - crescer – morrer e parou por aí… Não… Eu penso que nós somos mais que isso, que não estamos aqui, na Terra, apenas por estar, mas sim, porque nascemos por algum motivo, para fazer alguma coisa, para alguém… Há quem chame destino, há quem chame missões terrenas, mas nenhum de nós está aqui por estar, embora, por vezes, pareça que sim. Não é à toa que somos todos diferentes, cada um de nós tem um lugarzinho, uma motivação, um sentimento, mal ou bem marcamos a diferença. Eu acredito que a alma é imortal e única, que é o espírito que comanda o nosso corpo físico e não o contrário e, sim, acredito que estamos rodeados de espíritos que já morreram. Ninguém tem a certeza de nada, é certo. Mas esta é daquelas certezas que tenho porque se sentem, com todos os sentidos e que, no fundo, todos sentem, mas ignoram. Porque é impossível não sentir, uns mais outros menos. Para mim, a vida terrena não é mais que uma simples passagem de muitas passagens que ainda teremos de seguir, por isso se diz que a devemos aproveitar e que a vida é só dois dias…
Esta obra, para mim, exprime algo muito real e mais vulgar que o vulgar e, em suma, fica esta passagem que me despertou um interesse especial e, para mim, é a passagem mais importante de toda a obra:
“ Vi a minha família beber champanhe e pensei na vida deles em relação à minha morte, e depois percebi, quando o Samuel tomou a ousada iniciativa de beijar a Lindsey numa sala cheia de pessoas de família, que finalmente se libertavam dela.
Aqueles eram os fascinantes ossos que tinham crescido em volta da minha ausência: as ligações – umas vezes ténues, outras conseguidas a grande custo, mas muitas vezes magníficas – estabelecidas depois da minha partida. E comecei a ver as coisas de uma maneira que me permitiu encarar o mundo sem mim. Os acontecimentos provocados pela minha morte não passavam dos ossos de um corpo que se tornaria completo numa ocasião imprevisível no futuro. O preço do que eu acabei por considerar esse corpo miraculoso fora a minha vida.” págs.: 256/7
Cristina Lopes
"Crepúsculo" de Stephenie Meyer

Crepúsculo é uma história cujo objecto da paixão da protagonista é um vampiro. Assim, soma-se à paixão um perigo sobrenatural temperado com muito mistério, e o resultado é uma leitura polvorosa, uma vez que este é um romance repleto das angústias e incertezas habituais nos jovens. Como, por exemplo: a atracção, a ansiedade que antecede cada palavra, cada gesto, e todos os medos. Daí que tenha tido muito gosto em ler este livro, pois são problemas quotidianos e acaba por ser interessante, vê-los retratados.
Isabella Swan (a protagonista) chega à nublada, chuvosa e pequena cidade de Forks, ideia que esta, inicialmente, rejeita por completo, visto que este seria o último lugar onde gostaria de viver. Porém, ela tenta adaptar-se à vida provinciana, na qual aparentemente todos se conhecem, começa a lidar com sua constrangedora falta de ordem e acaba por se habituar a morar com um pai com quem nunca conviveu. Estes obstáculos, que se vão opondo à protagonista, são um retrato fiel de muitos problemas que a vida nos vai colocando, por isso, o meu interesse por este livro.
Mas, o meu empolgamento na leitura deste livro aumentou quando Edward Cullen se cruzou no destino de Isabella. Ele é lindo, perfeito, misterioso e, à primeira vista, hostil à presença de Bella, o que provoca nela uma inquietação desconcertante. Porém, este seu ressentimento acaba por fazer com que ela se apaixone. Ele, cauteloso e repleto de segredos, alega uma espécie de "amor proibido", a fim de mostrar a Bella que é um risco para ela. O facto de este se revelar um amor diferente, visto que está envolto de mistérios, contribui imenso para o gosto que tive ao ler esta obra.
Ela é uma garota incomum, ele é um vampiro! Então, é extremamente necessário que ela aprenda a controlar o seu corpo, quando ele a toca. No meio de descobertas e sobressaltos, Edward é, sim, perigoso: um perigo que qualquer mulher escolheria correr. Este lado de policial faz com que a nossa leitura seja rápida, visto que temos sempre vontade de saber o que vai acontecer.
Nesse universo fantasioso, os personagens construídos por Stephenie Meyer, mostram-se de tal forma familiares nos seus dilemas e nos seus comportamentos que o sobrenatural parece real, tornando, de tal forma, a leitura como que a imaginação da história a acontecer ao pé de nós.
Concluindo, a autora torna perfeitamente plausível e irresistível a paixão de uma jovem de 17 anos por um vampiro encantador.
Isabella Swan (a protagonista) chega à nublada, chuvosa e pequena cidade de Forks, ideia que esta, inicialmente, rejeita por completo, visto que este seria o último lugar onde gostaria de viver. Porém, ela tenta adaptar-se à vida provinciana, na qual aparentemente todos se conhecem, começa a lidar com sua constrangedora falta de ordem e acaba por se habituar a morar com um pai com quem nunca conviveu. Estes obstáculos, que se vão opondo à protagonista, são um retrato fiel de muitos problemas que a vida nos vai colocando, por isso, o meu interesse por este livro.
Mas, o meu empolgamento na leitura deste livro aumentou quando Edward Cullen se cruzou no destino de Isabella. Ele é lindo, perfeito, misterioso e, à primeira vista, hostil à presença de Bella, o que provoca nela uma inquietação desconcertante. Porém, este seu ressentimento acaba por fazer com que ela se apaixone. Ele, cauteloso e repleto de segredos, alega uma espécie de "amor proibido", a fim de mostrar a Bella que é um risco para ela. O facto de este se revelar um amor diferente, visto que está envolto de mistérios, contribui imenso para o gosto que tive ao ler esta obra.
Ela é uma garota incomum, ele é um vampiro! Então, é extremamente necessário que ela aprenda a controlar o seu corpo, quando ele a toca. No meio de descobertas e sobressaltos, Edward é, sim, perigoso: um perigo que qualquer mulher escolheria correr. Este lado de policial faz com que a nossa leitura seja rápida, visto que temos sempre vontade de saber o que vai acontecer.
Nesse universo fantasioso, os personagens construídos por Stephenie Meyer, mostram-se de tal forma familiares nos seus dilemas e nos seus comportamentos que o sobrenatural parece real, tornando, de tal forma, a leitura como que a imaginação da história a acontecer ao pé de nós.
Concluindo, a autora torna perfeitamente plausível e irresistível a paixão de uma jovem de 17 anos por um vampiro encantador.
Ana Carolina
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